Capelinha

A vida em Paraty não existiria sem a farofa da Festa do Divino, sem os cafés da tarde e seus quitutes, ou sem os almoços em família.

Aqui reunimos mais quinze receitas. Elas foram escolhidas porque a vida como ela é, em Paraty, não existiria sem a farofa da Festa do Divino, sem os cafés da tarde e seus quitutes deliciosos, ou sem os almoços em família.

As fotos de Ana Andrade estão lindas; ela soube ver, como ninguém, a beleza por trás do prato gastronômico, transformando em arte o que quase sempre é esquecido: o processo.

I

Farofas

Farofa de Feijão da Festa do Divino
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Farofa de Feijão da Festa do Divino

A mais tradicional farofa da cidade é, sem dúvida, a de feijão. Presença certa no almoço da Festa do Divino e nos churrascos. Feijão-fradinho e bacon se encontram mergulhados em temperos e são encapsulados por grãos de farinha de mandioca. Um verdadeiro deleite!

Farofa d'Água
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Farofa d'Água

Uma farofa sem fogo. Leve, úmida e versátil. Adoro finalizar com coentro, mas, se não for do seu gosto, substitua por cebolinha ou salsinha. Essa farofa combina muito com carne de sol acebolada, com peixes, aves... É coringa, pronta para brilhar em qualquer prato.

Farofa do Camarão Casadinho
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Farofa do Camarão Casadinho

Molhada, bem temperada e carregada de camarõezinhos refogados, essa farofa tem um segredo simples: adicionar a farinha aos poucos, mexendo sempre até atingir o ponto ideal — aquele em que dá pra modelar bolinhos na mão. É perfeita para rechear camarões casadinhos, mas também funciona muito bem como acompanhamento ou recheio de peixes assados. Versátil, saborosa e cheia de personalidade.

Farofa Doce de Amendoim e Coco
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Farofa Doce de Amendoim e Coco

Se bem combinada, pode fazer história em pratos salgados — de peixes a carnes e legumes. Realça sem dominar, trazendo uma nota especial. Também vai muito bem em sobremesas e até sozinha, comida de colher, para repor a energia.

Farofa de Banana e Carne Seca
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Farofa de Banana e Carne Seca

A mistura de banana, carne-seca, azeite de dendê e alho frito conduz a uma outra dimensão, e a pimenta faz aquele efeito "punch Brasil" que é só nosso. Combina incrivelmente bem com galinha caipira cozida no fogão a lenha, rabada suculenta ou quiabos tostados.

II

Cafés da Tarde

Manuê de Bacia
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Manuê de Bacia

O manuê da Dona Dita era famoso; ela vendia no Bar do Toronto. O primeiro que comi ganhei do Piúca e foi comprado lá. Adoro manuê de bacia. Fico emocionada quando como. Volto no tempo. É puro conforto.

A origem desse bolo de melado em Paraty vem dos antigos engenhos moedores de cana, onde se fazia cachaça. Juntar melado, farinha, ovos e cravinhos foi uma ideia genial.

Bolinho de Chuva com Banana, Perfumado com Puxuri
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Bolinho de Chuva com Banana, Perfumado com Puxuri

Os bolinhos de chuva fazem parte da minha infância no Vale do Paraíba. Minhas tias-avós, avó materna e mãe se reuniam sempre à tarde, na casa de uma ou de outra, e não faltavam café preto, pão de ló, pipoca, bolinho de chuva e conversa boa. O perfume do puxuri é coisa minha, mas, se você preferir, pode usar canela.

Massapão
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Massapão

Demorei anos para aprender a fazer massapão. Cada família paratiense tem sua própria receita, guardada a sete chaves. Um dos segredos desse doce é preparar a calda de véspera e, no dia de assar, as formas devem ser untadas antes que a massa seja finalizada; além disso, deve ser mexida de tempo em tempo para o trigo não assentar no fundo da vasilha. É um doce delicado, cheio de tradição e técnica passada de geração em geração.

Pé de Moleque
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Pé de Moleque

Esse "pé de moleque" paratiense é diferente: não leva amendoim, mas tem o mesmo espírito doce, firme e cheio de personalidade.

O melado permanece como base, mas aqui ele se junta à farinha de mandioca e ao toque picante e aromático do gengibre, criando um doce rústico, energético e cheio de identidade local, já que aproveita os ingredientes da terra.

Paçoca de Banana
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Paçoca de Banana

A paçoca de banana é tradicionalmente servida nos cafés da tarde, mas também funciona perfeitamente como acompanhamento de pratos salgados, como peixes cozidos, caldeiradas ou até como recheio.

No Banana, há anos faço um bolinho de queijo defumado com paçoca de banana que é um clássico da casa!

III

Receitas de Família

Coxinha da Minha Vó
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Coxinha da Minha Vó

A receita da coxinha da minha avó se perdeu no tempo, mas eu a encontrei dentro de um livro de receitas da minha mãe: um papel puído e manchado pelo tempo e pelo uso, onde restavam algumas anotações sobre a coxinha famosa. Refiz.

Não é a original dela, mas uma bela homenagem a ela!

Picadinho com Toque da Canela do Abel
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Picadinho com Toque da Canela do Abel

Esse é aquele prato com cara de festa boa e coração de comida de casa. Faço há muito tempo em casamentos e agora figura no cardápio do Café Paraty.

O picadinho é clássico, mas, com o toque de canela, é surpreendente. Com ovo frito, farofa crocante e banana à milanesa, então… É comida que alimenta e deixa feliz.

Carne Assada do Elias
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Carne Assada do Elias

A receita dessa carne assada é da minha sogra, Regina. A técnica do "pinga e frita" dá aquela cor linda ao assado, e os aromas invadem até a casa do vizinho... Sensação que mistura aconchego e presença da família. Prato preferido do Elias.

Tutu de Feijão e Peixe Frito no Fubá do José
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Tutu de Feijão e Peixe Frito no Fubá do José

Esse não é um tutu qualquer — é o tutuzinho do José! Sirvo com peixe frito no fubá, com casquinha crocante e carne bem úmida. Coroando o tutu, um ovo cozido com a gema bem molinha.

Essa receita tem toda a minha caipirice.

Rigatoni Recheado e Gratinado do Hugo
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Rigatoni Recheado e Gratinado do Hugo

Gosto de casa de avó. Essa massa demora um pouquinho para ser feita, mas é conforto e carinho. Um substancioso caldo de músculo é a base para o cozimento da massa, junto com o creme fresco. Gratinado e servido como prato único, faz parte do repertório da nossa família.

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